sexta-feira, 9 de agosto de 2024
retorno 2
apagamento 3.1
Deleuze, Gilles & Guattari, Félix. (2010). O anti-Édipo: capitalismo e esquizofrenia. São Paulo: Editora 34."Isso funciona em toda parte: às vezes sem parar, outras vezes descontinuamente. Isso respira, isso aquece, isso come. Isso caga, isso fode. Mas que erro ter dito o isso. Há tão somente máquinas em toda parte, e sem qualquer metáfora: máquinas de máquinas com seus acoplamentos, suas conexões. Uma máquina-órgão é conectada a uma máquina-fonte"
apagamento 3
apagamento 3
retorno 2
Esse que sou em transformação V, Rafael
Geremias, 2022-23. Grafite, Hidrocolor, tinta PVA, Colagem sobre papel, 14,5 x
20,3 cm.
apagamento 2
Esse que sou em transformação IV, Rafael
Geremias, 2022-23. Grafite, tinta PVA, 29,0 x
20,3 cm.
retorno 1
@fazumpacto em 21 de dezembro de 2022.
apagamento 1.2
Credo!
A emoção quer ser expressa
(apenas)
como uma disforme que é!
@fazumpacto em 21de dezembro de 2022
apagamento 01
Aceitar a vulnerabilidade. Estou vulnerável. Estou vulnerável!
Desponta sobressalêcias que disfuncionalmente me perguntam: e se você decidir, então, viver como deseja, sem preocupações?
Originalmente publicado em @fazumpacto em 14 de dezembro de 2022
sexta-feira, 24 de dezembro de 2021
Tempo de fluorescer
de mim,
tiveram tudo
e nada quiseram.
no meu tempo de fluorescer
lançaram pás de cal,
empalideceram cores
a carta de páscoa?
riram de mim!
puseram a mesa, louvaram o cristo,
se empanturraram de chocolate
e só.
Insensíveis!
quinta-feira, 8 de abril de 2021
segunda-feira, 23 de março de 2020
Pornô XVIII
23/03/2020 BRASIL
com o mais do mesmo
com o mesmo do mesmo
só consigo mesmo em si
(eu)
e só em si
todas as energias concentradas
os vórtices e as fomes concêntricas
num umbigão mal rompido
da placenta
que só sabe ser material!
- contando nos dedos as cabeças de gado,
o doutor sem doutorado,
cerca-nos a terra e nos apropria no horizonte
a perder de vista
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
15/01/2020 BRASIL
O VERDADEIRO ININIMO
PARA NÃO ATACAR O AMIGO
PARA NÃO PERDER O AMIGO
MAS SEM ESQUECER QUE ELE PODE SER
UM POSSÍVEL INIMIGO
LÁ
.
.
.
NO FUTURO
.
E DEIXECERTO
(que além da pós-modernidade e do hoje,
há, sim, um possível futuro distópico, onde:
-VOCÊ AINDA NÃO É MEU INIMIGO
MAS TEM UMA CARA DE QUEM ME
DARIA DE COMER ÀS BESTAS PARA PROTEGER
SEU
GADO!
domingo, 12 de maio de 2019
Melancia
ela me vem como uma intuição,
como o soar de um instrumento de sopro.
uma anunciação, um delírio, um êxtase religioso
que toma o corpo
e brada como os Caboclos num terreiro de umbanda,
sempre abrindo caminhos,
rompendo matas,
retirando a erva daninha
que pela fresta do cimento
se enraizou
intentando o céu.
- aí você me perguntou como isso era possível?
(porque há sempre um espaço a ser preenchido com perguntas)
um pé de melancia, citrullus vulgaris,
irromper não sei de onde,
semeada de não sei que pássaro-vento nesse quase fim de verão?
(porque há sempre um espaço a ser preenchido com respostas)
e um silêncio imperceptível
em que a vida acontece
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Pornô XVIII
- Ah, mas é a tradição!
(servia-se de estrogonofe)
- Porque é assim!
(abocanhava o estrogonofe)
e eu:
- Tenho pavor de toda obrigatoriedade social!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
Pornô XVII
antes do gozo tudo me serve. a não tão loucura imaginada de esporrar sobre a minha barriga e peito e me esfregar com as mãos, então dormir todo melado. ou de foder de pé, em que você mantem um pé apoiado no chão, o outo suspenso pelo joelho dobrado sobre a cama aguardando a penetração (acoplo). ou a transa com milhões de homens e mulheres, uma suruba infinita de infinitos corpos, de infinitos fetiches desdobrados em putaria que se vende na internet. a verdade é que depois do gozo fica tudo perdido, você corre pro banho tirar a meleca da porra do corpo, o sexo em pé termina em conchinha e o hiperrealismo da suruba vai sendo adiado por mais um pouco.
Esperança
que tudo se ajeita,
é como se eu recuperasse algo,
como se escancarasse portas,
cavocasse a terra
e lá,
onde nunca imaginei,
re-encontrasse a
poesia.
Sem título mas em mutação
eu não preciso olhar mais para fora,
porque o fora já me tomou
através das janelas digitalizadas,
através das pontes cibernéticas
pelas quais me desloco inerte
em dedos e multitelas.
O meu limite agora é o dentro !
A minha aventura
é o dentro
da casca de concreto
onde toco clausuras vítreas
de funduras não inteligíveis
de mim
e
misturo-me ao abissal,
escamoso ou liso,
fosforescente
como olhos de lanterna:
- SOU peixe MUTANTE!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Fragmento
os dedos sobre o seu corpo,
a aresta vincada com unha do origami,
o seu sorriso fácil,
a imagem entrecortada
desses pequenos prazeres
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Memória
inexoravelmente, atravessar a camada córnea
e ali permanecer
como a um berne
apodrecendo a carne.
Coisa mais nojenta!
põe-se uma manta de toucinho
sobre o ferimento vulcânico,
aguarda o berne apontar para o respiro
e então, pinça-o com a destreza de um médico cirurgião vulgar,
um curandeiro de ladainha incensada:
- Que não deixe seus ovos!
Depois com fósforo e álcool,
incinera-o.
(O fogo é elemento fundamental para purgar o mal:...)
II
mas,
sendo a palavra substância sem veículo corpóreo,
sobre ela não se põe emplasto,
não se extrai com pinça,
não se atiça o fogo
III
a palavra!
ah, o que se faz com a palavra?
aquela ouvida para se instaurar como a um mal,
como a um berne?
IV
Recomendação:
não a detenha!
Deixe que circule mas não a detenha.
Nunca a detenha!
a máquina da noite
uma nova ordem instaurada,
nada a ver com a máquina do coração,
o relógio digital.
deve ser louco
aquele que reitera
a obviedade das coisas








