Fragmento

Vou ficar em silêncio
mesmo que o silêncio não me sirva
e eu deseje mesmo o movimento

a fala incontida,
os dedos sobre o seu corpo,
a aresta vincada com unha do origami,
o seu sorriso fácil,

a imagem entrecortada
desses pequenos prazeres

Um comentário:

Rafael Geremias