A linguagem absoluta - XV

XV

Arrefecer o coração
Sem que precise
Transpassá-lo
Pela faca

Arrefecer o coração
Sem que precise
Transplantá-lo
Para outro corpo.

Arrefecer o corpo
Sem que precise
Refugiá-lo
Em exílio poético

Arrefecer a poesia
Antes que o coração
Cresça demais
E precise transportá-lo
Para o corpo de um
Elefante.

2 comentários:

  1. cara, nem sei pq passei mó tempão sem vir aqui te ver, doido!
    huehehehe
    pelo menos agora tenho um motivo de novo pra não jogar meu computador fora por desuso...
    hum, mas discordo duma coisinha, só. por mais que o corpo peça descanso, a poesia pede lenha! poesia pesa, meu caro! é um joga-pedra-na-geni sem fim...
    pesa! por que cê acha que tem tanto poeta ficando louco por aí/aqui?!
    huehehe
    abraçãOo

    ResponderExcluir
  2. O corpo não quer descanso. É só um aviso para não sonhar demais!

    ResponderExcluir

Rafael Geremias